Principais Problemas Que Ocorrem A Bordo de um Avião

Ainda sobre o tema aviação, recentemente foi divulgado um relatório da UK CAA (órgão oficial de aviação civil da Grã-Bretanha) sobre as ocorrências na cabine de passageiros nos últimos meses.

Essa informação torna-se importante a medida que a tripulação possam tomar as medidas necessárias que minimizem os problemas e tornem a viagem de todos mais tranqüila:

Principais causas de problemas a bordo:
– consumo exagerado de bebidas alcoólicas, cujo efeito é potencializado a pela altitude;
– proibição de fumo;
– grande número de pessoas confinadas em espaço limitado;
– vôos muito longos (com mais de 13 horas de duração);
– ar seco provocado pela cabine pressurizada;
– tédio, chateação, estresse;
– mudanças climáticas e de fusos horários;
– processos de embarque e desembarque (por exemplo: longa espera).

· Perfil do passageiro inconveniente:
– as mulheres são mais pacíficas a bordo. De modo geral, a proporção é de três ocorrências envolvendo homens, contra apenas uma com mulheres;
– as maiores incidências não ocorrem na classe econômica, mas na classe executiva e primeira;
– cerca de 5% das agressões têm como alvo outros passageiros;
– os incidentes estão divididos igualmente entre grupos, famílias e passageiros solitários, o que desmistifica a tese de que as famílias se controlam;
– os avisos da tripulação só têm eficácia em 50% dos casos.

· Incidentes mais freqüentes:
Alcoolizados: 64%
– Agressão a tripulantes: 56%
– Agressão a passageiros: 33%
– Fumo: 27%
– Fumo no lavatório: 16%
– Levam sua própria bebida: 15%
Alcoolizados antes do embarque: 13%
– Mau comportamento notado em terra: 5%
– Drogados: 5%

Qual o lugar mais seguro num avião para sobreviver a um acidente aéreo?

Chances de sobrevivência para várias partes na cabine de passageiros, baseada em análise de todos acidentes aéreos acontecidos nos Estados Unidos onde foi possível obter informações detalhadas sobre os assentos envolvidos desde 1971. (ilustração de Gil Ahn. da http://www.seatguru.com.)

A grande maioria dos experts de aviação, bem como os próprios fabricantes de aeronaves garantem que não há como se dizer qual o lugar mais seguro dentro de uma aeronave no caso de um acidente.

Mas, será que as coisas são realmente assim? O site Popular Mechanics resolveu ir à pesquisa e analisar dados sobre todos os acidentes aéreos que aconteceram nos Estados Unidos desde 1971 com aviões comerciais onde tenham havido tanto vítimas fatais quanto sobreviventes.

A conclusão desta pesquisa é de que quanto mais para trás da aeronave sentarmos maiores são as chances de sobrevivência. Passageiros perto da cauda da aeronave tem 40 % mais chances de sobreviver do que aqueles nas 5 primeiro fileiras de poltronas mais à frente da aeronave.

Por várias semanas eles se debruçaram sobre relatórios arquivados pelos investigadores de acidentes aéreos da NTSB e estudaram as localizações das poltronas relacionando ao fato se o passageiro morreu ou sobreviveu. Calcularam então a média de sobrevivência e de morte para as poltronas da frente até a cauda dos aviões em cada acidente. Refizeram os cálculos dividindo os passageiros em quatro setores: traseira (rear cabin), sobre a asa (over wing), à frente da asa (head cabin), frente (First/Business Class). Os dois métodos apontaram claramente a mesma conclusão: é mais seguro na parte de trás.

Em 11 de 20 acidentes, passageiros na parte traseira dos aviões se deram melhor. Apenas 5 acidentes favoreceram os que estavam sentados à frente. Três foram por absoluta sorte, sem nenhum padrão de sobrevivência em particular.

Em sete de 11 acidentes a vantagem de quem estava sentado atrás foi gritante. Num acidente de 1982 em Washington e num acidente em 1972 no Aeroporto Kennedy de Nova York o punhado de passageiros que sobreviveram estavam todos sentados nas últimas fileiras de poltronas. Apontaram ainda o caso de um United DC-8 que ficou sem combustível perto de Portland, Oregon em 1978, onde os sete passageiros que morreram estavam sentados nas quatro primeiras fileiras.

Houve apenas um acidente em 1989 da USAir em que os passageiros da frente levaram vantagem pois as duas vítimas estavam sentadas nas últimas fileiras do Boeing 737.

Segundo a pesquisa a tendência é clara: A parte traseira da cabine (assentos localizadas atrás do bordo de fuga da asa) tem o maior índice médio de sobrevivência chegando a 69%, enquanto a seção sobre a asa e a área imediatemente à frente ficaram com 56% . As primeiras fileiras de poltronas tiveram um percentual de sobrevivência de apenas 49%.

Eu particularmente sempre achei que isso fosse verdade, por uma simples razão: As partes dianteiras da aeronave vão cedendo gradualmente em um impacto de frente, amortecendo os efeitos nas partes traseiras. Se o avião voasse de marcha a ré eu diria que seria a parte da frente a mais segura. O mesmo ocorre em qualquer veículo que esteja se deslocando para frente. Se não fosse assim, porque toda a preocupação da indústria automobilística em tornar os materiais mais absorventes de impacto visando diminuir os efeitos das colisões?

Sabemos que quanto maior a capacidade do veículo de absorver o impacto, maiores as chances de sobrevivência de seus ocupantes. Embora seja baixíssima a chance de sobrevivência em um acidente aéreo, eu prefiro tê-la aumentada nem que seja só um pouquinho escolhendo uma poltrona lá dos fundos.
“Um assento é tão seguro quanto os outros” Site da Boeing Web
“É uma velha discussão. Não há como se dizer.” -Portavoz da Federal Aviation Administration “Não há lugar mais seguro que outro” -Airsafe.com