COMO NÃO CAIR EM ROUBADAS NA HORA DE PROCURAR EMPREGO
KARINA LIGNELLI

Não se deixe enganar: saber diferenciar os serviços de consultorias em recursos humanos ajuda a não perder tempo e nem se frustrar com falsas promessas.

Quem é que já não recebeu aquelas ligações com propostas de trabalho ótimas, com salários acima da média, benefícios pra lá de interessantes e ainda por cima em uma empresa dos sonhos de qualquer um?

O grande problema é que, na grande maioria das vezes, ao procurar se informar sobre detalhes, o candidato acaba descobrindo que, ou eles são muito vagos ou que só conseguirá o emprego mediante pagamento – adiantado, por sinal – dos supostos serviços efetuados pela consultoria em RH.

Mesmo que todo mundo conheça algum caso do tipo ou até já tenha sentido na pele a frustração de perder tempo, dinheiro e se iludir com falsas promessas de emprego, isso ainda costuma acontecer bastante. O fato é que existem pequenas diferenças entre as prestadoras de serviço que encaminham para emprego, que grande parte dos candidatos a uma vaga de trabalho desconhecem.

Segundo a diretora de comunicação do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de- Obra e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem), Regina de Souza, é proibido que as empresas cobrem para encaminhar para uma oportunidade, principalmente no caso de colocação de temporários. Tanto que hoje o projeto de lei de nº 4978/05, de autoria do deputado carioca Vieira Reis, está em tramitação no Congresso Nacional para vetar a cobrança de taxas de quem procura um emprego.

“Ninguém pode prometer trabalho para ninguém. As vagas só são divulgadas quando os clientes das agências de recrutamento e seleção (as empresas) efetivamente existem, com a explicação do motivo pelo qual a vaga está em aberto e quais suas verdadeiras características”, explica Regina. “O serviço de avaliação, dinâmicas ou entrevistas de encaminhamento é totalmente gratuito para o candidato e ele pode deixar o currículo ou participar do processo só se tiver interesse pela vaga”, esclarece.

interesse pela vaga”, esclarece. “Mesmo que o desemprego ainda seja muito forte e as quotas de trabalho sejam poucas, nessa hora não dá para se deixar levar pelo desespero ou pela necessidade. Fique atento aos detalhes que fazem diferença entre as empresas de consultoria para não se prejudicar ainda mais durante o período de desemprego”, avisa.

Por pouco A supervisora comercial Gisele Fernandes Soares, que estava à procura de outra oportunidade de trabalho no ano passado, ora deixava currículos em agências, ora cadastrava em sites de empregos, e quase foi pega por esses “espertinhos”.

Entre uma convocação para entrevista e outra, Gisele começou a receber algumas ligações que ofereciam propostas de vagas de trabalho “maravilhosas”, segundo ela. Porém, para conseguir a tal vaga, Gisele teria que pagar à consultoria em recolocação o serviço de “encaminhamento”, e à vista.

“A princípio, fiquei empolgadíssima, pois algumas das propostas eram tudo o que um profissional quer de um emprego”, conta. “Mas, a ficha caiu de vez quando eu disse que eu pagaria com todo o prazer, mas ‘depois’ que eu começasse a trabalhar. A conversa, a princípio totalmente animada, mudou de tom na hora!”, diz ela.

Logo depois, Gisele foi convocada para um processo de trabalho temporário em uma agência idônea, que não só fez o trabalho de recrutamento e seleção como também deixaram-na totalmente por dentro do andamento do processo.

“O trabalho foi muito sério e bem feito, e o melhor é que, de temporário, ele se tornou efetivo”, comemora ela, que conseguiu o trabalho em uma grande empresa do ramo de cosméticos. “Por isso, o negócio é estar consciente do que você busca e não se deixar iludir nem ir atrás de fantasias”, finaliza.

Fonte: Jornal Diário de São Paulo – SP, Caderno de Empregos, 16/05/2005

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