Chevrolet Vectra Elite c/motor 2.0 e GPS

Chevrolet Vectra Elite com motor 2.0 Flewpower e GPS de Série.
Modelo chega ao mercado com preço ainda mais competitivo, unindo-se à versão 2.4 litros deixando assim a linha mais completa.

A linha Chevrolet(GM) Vectra ganha um reforço importante neste ano de 2008: a versão Elite, que vem equipada de série também agora com o motor 2.0 8V Flexpower e o sistema de GPS de Navegação. O modelo top da família Vectra continua sendo oferecido: Elite 2.4 16V.

Essa nova opção para o consumidor brasileiro (Vectra Elite 2.0 8V) tem preço de lançamento a partir de R$ 76.527,00. O preço deste Chevrolet Vectra Elite 2.0 8 V é bastante competitivo em relação a sua concorrência porque seu IPI é mais baixo comparado ao do modelo com motorização 2.4 16V pois essa diferença foi repassada integralmente pela Chevrolet.

A expectativa da General Motors do Brasil (Gm) é duplicar as vendas da versão mELite atingindo a marca de 5 mil unidades/ano aproximadamente.
Em 2007 o Vectra alcançou a marca de 30.518 unidades, representando 17,3% do segmento e sedãs médios de luxo, posicionando-se entre os veículos mais vendidos da categoria.

Segundo Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul, com a chegada desta nova versão, o Chevrolet Vectra passa a atender ainda mais às necessidades do consumidor que busca um automóvel único, com tecnologia de ponta, estilo elegante e alta qualidade.

O vice-presidente da GM do Brasil José Carlos Pinheiro Neto acrescenta que “o vectra Elite 2.0 é o primeiro lançamento da Chevrolet no mercado nacional em 2008 de uma série de outros que vêm por aí neste ano quando aChevrolet completa 100 anos.

O modelo topo de linha continua luxuoso e agora equipado com um motor que proporciona excelente dirigibilidade, por um preço ainda mais competitivo”

O Sistema de Navegação por GPS (Sistema de Posicionamento Global) está disponível no Vectra Elite 2.0 8V sem qualquer custo adicional para o consumidor.

O equipamento tem na facilidade de uso e um dos seus pontos fortes tendo tido ótima recepção já no Vectra GT/GT-X de 2007.

O GPS que equipa o Vectra conta com processador de 400 Mhz, monitor de 3,5″ colorido de alta resolução. Este navegador possui dados sobre muitas cidades brasileiras facilitando a localização de rotas e destinos além de permitir com facilidade encontrar as concessionárias Chevrolet em todo o Brasil.

Além dos 323 mil pontos de interesse catalogados na memória como ruas, avenidas, aeroportos, bares, casas de espetáculos, etc, o equipamento permite marcar favoritos, selecionar trajetos (curto ou rápido), alertar sobre velocidade máxima bem como reproduzir arquivos de áudio, vídeo, fotos e de atualizar seu conteúdo gratuitamente.

Referência: Jornal Momento Regional(RS)

Data e Dedicatória – Mário Quintana

Data e Dedicatória (Mário Quintana)

Teus poemas, não os dates nunca… Um poema
Não pertence ao Tempo… Em seu país estranho,
Se existe hora, é sempre a hora estrema
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento
Lábio o cálice inextinguível…
Um poema é de sempre, Poeta:
O que tu fazes hoje é o mesmo poema
Que fizeste em menino,
É o mesmo que,
Depois que tu te fores,
Alguém lerá baixinho e comovidamente,
A vivê-lo de novo…
A esse alguém,
Que talvez ainda nem tenha nascido,
Dedica, pois, os teus poemas.
Não os dates, porém:
As almas não entendem disso…

Mãe – Mário Quintana

Mãe (Mário Quintana)

Mãe… São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras…
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer…
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

Ao Coração que Sofre – Olavo Bilac

Ao Coração Que Sofre

Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.

Ouvir Estrelas – olavo Bilac

Ouvir Estrelas

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Olavo Bilac

Ausencia – Carlos Drummond de Andrade

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim…

Para Sempre – Carlos Drummond de Andrade

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

O Amor , Quando Se Revela – Fernando Pessoa

O Amor, Quando Se Revela

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

Não Sei Quantas Almas Tenho – Fernando Pessoa

Não Sei Quantas Almas Tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu

Antes de Amar-te… Pablo Neruda

Antes de Amar-te…

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono…