QuadSki – Um Quadriciclo Anfíbio…

Da série “Coisas Que o Dinheiro Pode Comprar”, apresento-lhes este quadriciclo anfíbio. Deve ser muito legal andar neste veículo que em terra anda como um quadriciclo normal, e quando chega na água retrai as rodas e vira uma espécie de jetski.

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Sensacional Vídeo da Patagonia no Chile

Neste vídeo o autor utilizou uma câmera fotográfica digital Canon G5 still que possibilita programar a frequência com que as fotos são tiradas. Depois, usando um software de animação foi criado este vídeo muito legal com as nuvens e sombras em movimento.

Expointer 2007, lodaçal no dia de encerramento

Ontem, domingo (02 setembro), fui na Expointer 2007 no parque de exposições assis brasil em Esteio RS. Eu, minha esposa e meu filho decidimos ir meio que na última hora. Apesar de ser uma feira voltada principalmente para a agropecuária, sempre tem algumas coisas interessantes para nós, seres urbanos.

Mas sendo sincero, o que mais nos motivou foi a pressão do meu filho que viu os brinquedos do parque de diversões que estava instalado bem na frente do local do evento. Quem tem filhos sabe que o métodos de persuasão deles é invariavelmente eficiente: Ficam repetindo insistentemente a mesma coisa até que você jogue a toalha e aceite suas sugestões de diversão.Pois foi só iniciar o trajeto de entrada no parque para perceber que algumas chatices da expointer continuam se repetindo ano após ano. Uma delas é o assédio de guardadores de carro (os tais flanelinhas) oferecendo estacionamento em tudo quanto é lugar. Chega a aborrecer. Os caras estão por todo o lado e abordam o tempo todo. Eu sempre prefiro o estacionamento oficial, dentro do próprio parque de exposições. Recomendo. É mais seguro e tranqüilo, embora seja em média 5 reais mais caro do que os estacionamentos alternativos oferecidos na rua. O estacionamento oficial foi 15 reais, mais 7 reais de ingresso para cada ocupante do carro. Estávamos em três. Portanto só prá entrar já foram 36 reais.

Outra coisa muito chata é o lodaçal que virou o estacionamento e adjacências em função da garoa que caía insistentemente na tarde de ontem, último dia da feira. Quando é que a administração do parque ou do evento vai fazer alguma coisa em relação a isso? Quanto custaria colocar, brita, areia, serragem ou qualquer outra coisa que amenizasse aquele barral todo no qual os visitantes tiveram que transitar? Considerando o preço de ingresso e estacionamento é vergonhoso a contrapartida neste aspecto.

Depois de andar bastante, pisar em esterco e respirar aquele cheiro forte de excremento de animais, o camarada começa a questionar se valeu a pena ter visitado a exposição. Mas, aí a gente vai comprando uma coisinha aqui, experimentando um doce ali e vai mudando de opinião.
Comemos o tal ‘entrevero’ que é uma espécie de cachorro quente feito com pedaços de lingüiça, coração de frango, carne de frango, de gado, e sabe-se lá mais o que tinha dentro. Muito bom.
Finalmente fomos para o parque de diversão e terminei andando até de montanha russa por insistência do meu filho. Descobri que já não tenho mais idade e nem peso prá isso. A cada descida e subida rápida no brinquedo, o meu peso parecia triplicar. Quando o troço deu um ‘loop’ eu nem quis olhar fechei os olhos e aqueles poucos segundos em que se faz uma volta no ar pareceram uma eternidade. Senti um baque no pescoço que me deu um torcicolo que dói levemente até agora.

No fim, depois de algumas risadas o saldo da visita à Expointer 2007 foi até legal. Nós três nos divertimos bastante e os inconvenientes da feira terminaram ficando em segundo plano.

O Mistério da Harrods Buenos Aires e os 10 anos da morte da princesa Diana


Uma coisa que me intrigou quando estive em Buenos Ayres recentemente foi como pode uma loja como a Harrods, que ocupa uma extensa área no centro da capital argentina, estar totalmente abandonada?
Esta curiosidade se iniciou logo no primeiro dia de minha estadia no Hotel NH Florida, cuja janela do quarto que eu ocupava dava de frente para a fachada lateral do prédio onde um dia fora a suntuosa filial argentina da Harrods, uma das mais tradicionais lojas da Inglaterra.

Olhando da janela do quarto dava prá ver um pouco o interior, com manequins desmontados, cortinas empoeiradas, plantas ressequidas, móveis empilhados, que a julgar pelos traços de qualidade sugeriam um passado próspero perdido no tempo. Que motivo teria levado a desativação da loja? Como um estabelecimento desse porte, numa das mais valorizadas áreas da Argentina pode ficar assim, jogado às traças? Considerando o quanto o proprietário poderia ganhar se alugasse um imóvel daquelas proporções e privilegiada localização, chega a ser inacreditável não o faça.

Até então meu pouco conhecimento sobre a rede de lojas Harrod se restringia ao fato de que a famosa rede de lojas inglesa era de propriedade de Mohamed Al-Fayed, pai de Dodi Al Fayet, o namorado da princesa Diana que morreu com ela no trágico acidente em 31 de agosto de 1997.
Parado ali na sacada do quarto do hotel, no centro de Buenos Ayres, cheguei a cogitar que talvez o abandono desta loja estivesse relacionado à súbita morte do herdeiro da Harrods.
Passado alguns meses de minha visita à capital argentina, tive mais uma razão para esmiuçar o passado da Harrods Buenos Aires e tentar descobrir o motivo de tal abandono: Justamente hoje, 31 de agosto de 2007, faz 10 anos em que a mercedes do casal Dodi e Diana acidentou-se num túnel de Paris enquanto tentavam fugir dos paparazzos.

Após alguma pesquisa minha hipótese precipitada de que o fechamento da loja argentina poderia ter alguma relação com a morte do milionário resultou completamente infundada.
O pai de Dodi AL Fayet, Mohamed Al-Fayed adquiriu a rede de lojas Harrods em 1985 por 615 milhões de libras. Seus investimentos na cadeia de lojas só a fez prosperar ainda mais. Muito antes disso, a Harrods britânica já havia se separado da filial argentina.

A Harrods Buenos Aires foi a primeira da rede inglesa a ser instalada fora de Londres. Instalada em 1912 como uma subsidiária da matriz inglesa separou-se em 1940 tornando-se uma empresa totalmente independente. Como a loja argentina continuou a usar o nome Harrods foi processada pela Harrods inglesa pela utilização indevida do nome. Uma corte inglesa permitiu a utilização do nome com a condição de que ficasse restrito a américa do sul.

Nos tempos áureos, a loja de Buenos Aires chegou a contar com 100 departamentos numa área de 47.000 m2 que incluía escadarias em mármore, pisos de cedro, elevadores com capacidade para 20 clientes, entre outros luxos condizentes com sua linhagem britânica. Mas o declínio sobreveio gradativamente junto com a hiperinflação argentina nos anos 90.

Em 1998, quando já estava operando apenas no térreo e com a metade dos empregados de outrora, fechou suas portas. Em 2001 foi reaberta operando parcialmente até 2004 quando finalmente foi fechada.

Atualmente a Harrods argentina foi comprada pela empresa italiana Bask Net e cogita-se que deva abrir novamente em breve.
Já a Harrods inglesa segue de vento em popa desde sua aquisição pela família Fayet. Entre seus clientes já estiveram nomes ilustres como Oscar Wilde, Lilly Langtry, Ellen Terry, Sigmund Freud e A. A. Milne, além de muitos outros nobres britânicos.

Pronto, está desfeito o mistério.